Vexado - Tecnologia e Desenvolvimento de Sistemas
Voltar ao blogDesenvolvimento de Software

Como sair da planilha na gestão da viação em Santa Catarina: guia para viações

Vexado Blog09 de julho de 20266 min de leitura
Sair da planilha na gestão de viação em Florianópolis SC é uma decisão estratégica para empresas de ônibus que já perceberam que controles manuais limitam o crescimento. No começo, a planilha ajuda a registrar vendas, veículos, horários e pagamentos. Porém, quando a viação cresce, surgem problemas: caixa que não fecha, poltronas divergentes, relatórios atrasados, dados duplicados, agências sem controle, BP-e fora do fluxo e dificuldade para saber o resultado real da operação.

Santa Catarina tem uma rede de cidades médias bem distribuída, e as viações intermunicipais ligam o litoral, o Vale do Itajaí, o norte industrial, o planalto serrano e o oeste. Uma mesma empresa pode atender trabalhadores que viajam todos os dias entre Blumenau e Itajaí, turistas que vão a Balneário Camboriú no verão e estudantes que voltam para o oeste nos fins de semana. Quando tudo isso é controlado em planilhas, a empresa perde agilidade justamente nos momentos de maior procura.

Este guia explica como uma viação catarinense pode trocar as planilhas por um sistema de gestão e venda, passo a passo.

Retrato da operação em planilha

Na maioria das empresas, o quadro se repete: a programação de horários fica em um arquivo, as tarifas em outro, as vendas dos guichês chegam em relatórios separados e as comissões das agências são somadas no fim do mês. Cada arquivo tem um dono, e quando essa pessoa falta, ninguém sabe ao certo qual é a versão correta.

O resultado é retrabalho constante, decisões lentas e pouca visibilidade sobre o resultado de cada linha.

Regulação estadual e cadastro

No estado, a Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade (SIE) responde pelo serviço, e a ARESC, agência reguladora estadual (Lei 19.374/2025), regula e fiscaliza o transporte intermunicipal. O cadastro do sistema deve partir das linhas, seções, horários e tarifas autorizados, conferidos item a item com a documentação oficial antes da primeira venda.

Rita Maria e os terminais regionais

O Terminal Rita Maria, em Florianópolis, é o principal ponto de partida da capital, mas boa parte da venda acontece em terminais de Joinville, Blumenau, Itajaí, Lages, Chapecó e Criciúma. Com um estoque único de poltronas, todos esses balcões vendem sem risco de duplicidade, e a viação vê a ocupação consolidada de cada horário.

Verão no litoral catarinense

De dezembro a fevereiro, a demanda para as praias cresce muito, e as remarcações se multiplicam. Em planilha, acompanhar essa movimentação exige atualizações constantes e sujeitas a falha. No sistema, cada troca de data ou de poltrona é registrada na hora, e a empresa sabe com antecedência quando precisa de carros extras.

Oeste e planalto: agências e distâncias

Nas regiões oeste e serrana, muitas vendas passam por agências em cidades menores. Trazer esses pontos para o sistema elimina os relatórios enviados por mensagem, padroniza o cálculo de comissões e permite que a agência veja a mesma disponibilidade que o terminal da capital.

Fases recomendadas

  • Montar o cadastro a partir das autorizações estaduais vigentes.
  • Registrar a frota com o mapa de poltronas de cada veículo.
  • Testar a venda em um terminal regional.
  • Levar o Rita Maria e os demais terminais.
  • Incluir as agências do oeste e do planalto.
  • Liberar a venda online e encerrar as planilhas após fechamentos corretos.

Revisão das tarifas por seção

Linhas longas, com muitas seções intermediárias, são as que mais acumulam erros de tarifa em planilha. Revisar cada par de origem e destino antes da importação evita cobranças erradas e reclamações.

Treinamento nos terminais

Equipes treinadas em pequenos grupos, com exemplos de vendas reais do próprio terminal, adotam o sistema mais rápido. Um material de consulta rápida no balcão e um contato para dúvidas nas primeiras semanas completam o processo.

Encomendas entre polos industriais

Viações que ligam polos como Joinville, Jaraguá do Sul e Blumenau costumam transportar encomendas. Registrar o despacho no sistema, vinculado à viagem, facilita a localização do volume e a conferência do frete.

Caixa e repasses

Cada venda registrada com operador e forma de pagamento permite fechar o caixa por turno e conferir os repasses das agências por período, sem consolidar arquivos.

Indicadores para a gestão

Ocupação por horário, receita por linha, vendas por canal e por agência mostram onde a operação está forte e onde precisa de ajuste. Com esses dados, a grade de verão e a de inverno podem ser planejadas com base no que realmente aconteceu.

Linhas de trabalhadores e passageiros frequentes

Entre cidades do Vale do Itajaí e do norte, muita gente viaja todos os dias para trabalhar. Ter o cadastro desses passageiros no sistema agiliza a venda no balcão e ajuda a entender a demanda dos horários de pico.

BP-e e a SEF-SC

Cada passagem intermunicipal emitida em Santa Catarina gera um BP-e. A Secretaria de Estado da Fazenda (SEF-SC) credencia a empresa para o BP-e, que é autorizado via SVRS. Emitir a partir da venda evita digitação dupla e simplifica cancelamentos.

O passo a passo completo e os guias dos outros estados estão no guia nacional para sair da planilha na gestão da viação.

Checklist catarinense

  • Cadastro conferido com as autorizações estaduais.
  • Estoque único no Rita Maria e nos terminais regionais.
  • Plano de extras para o verão no litoral.
  • Agências do oeste e do planalto integradas.
  • Tarifas por seção revisadas.
  • Conferência diária do caixa de cada terminal.

Vexado: da planilha ao sistema em Santa Catarina

O Vexado concentra venda e emissão de passagens para viações catarinenses. O cadastro das linhas serve a todos os terminais, às agências e ao site, cada poltrona é vendida uma única vez e cada venda gera o BP-e.

Os relatórios de ocupação, caixa e comissões substituem as planilhas, e a temporada de verão passa a ser planejada com dados atualizados.

Perguntas frequentes

Quem regula o transporte intermunicipal em Santa Catarina?

A ARESC, agência reguladora estadual (Lei 19.374/2025), regula e fiscaliza o serviço, que é de responsabilidade da SIE.

Qual o principal terminal de Florianópolis?

O Terminal Rita Maria.

Por que o verão exige atenção especial?

Porque a demanda e as remarcações para o litoral crescem muito.

Agências do oeste podem usar o sistema?

Sim, vendendo sobre o mesmo estoque dos terminais.

Quem autoriza o BP-e em Santa Catarina?

A SEF-SC credencia a empresa para o BP-e, que é autorizado via SVRS.

Pronto para transformar seu negócio com tecnologia?

Fale com nossos especialistas e descubra como podemos ajudar sua empresa a crescer.