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Como sair da planilha na gestão da viação na Paraíba: guia para viações

Vexado Blog09 de julho de 20266 min de leitura
Gerenciar uma agência de passagens online manualmente é um dos maiores desafios para bilheteiros rodoviários hoje. Com a concorrência crescente e os passageiros exigindo compra 24 horas por dia, quem ainda depende de cadernos, planilhas ou sistemas antigos perde vendas todos os dias para concorrentes que já estão na internet.

Na Paraíba, as viações intermunicipais ligam João Pessoa a Campina Grande, Patos, Sousa, Cajazeiras, Guarabira, Monteiro, Pombal e muitas outras cidades do brejo, do cariri e do sertão. A BR-230 atravessa o estado de leste a oeste e organiza boa parte dessas linhas. Empresas que cresceram ao longo dessa rodovia costumam ter muitas agências e horários, e ainda assim fazem a gestão em planilhas.

A seguir, um caminho para uma viação paraibana trocar o controle manual por um sistema.

Quando a planilha começa a custar caro

O custo aparece em várias frentes: tempo gasto conferindo relatórios de agências, diferenças de caixa sem explicação, poltronas vendidas em duplicidade e decisões tomadas com base em impressões, e não em números. Em uma operação extensa como a da BR-230, esses problemas se acumulam rápido.

DER-PB e a base de cadastro

O transporte intermunicipal na Paraíba é gerido pelo DER-PB. As linhas, seções, horários e tarifas autorizados pelo departamento devem ser a base do cadastro, conferidos um a um antes da implantação.

João Pessoa e Campina Grande

As rodoviárias de João Pessoa e de Campina Grande são os principais pontos de venda. Com estoque único, a poltrona vendida em uma delas é bloqueada na outra, nas agências e no site no mesmo instante.

O Maior São João do Mundo

O São João de Campina Grande atrai visitantes de todo o país e mexe com a demanda de várias linhas durante semanas. Planilhas não acompanham esse ritmo. No sistema, a ocupação de cada horário é vista em tempo real, e os extras podem ser decididos com dias de antecedência.

Sertão e a BR-230

Patos, Sousa e Cajazeiras ficam no sertão, servidos por linhas longas que passam por muitas cidades. A venda por trecho aproveita melhor cada poltrona, e o controle por seção garante a tarifa correta.

Brejo e cariri

No brejo, cidades como Bananeiras e Areia recebem turistas em festivais e no inverno, e no cariri a demanda é marcada por feiras e festas locais. Conhecer essas variações pelos dados ajuda a ajustar a grade.

Agências espalhadas pelo estado

Muitas vendas no interior passam por agências. No sistema, elas vendem com a mesma tabela das rodoviárias, e as comissões são calculadas automaticamente, sem consolidação no fim do mês.

Roteiro de implantação

  • Cadastrar linhas e seções conforme o DER-PB.
  • Incluir a frota com o layout interno de cada ônibus.
  • Fazer um piloto em uma linha do brejo.
  • Levar as rodoviárias de João Pessoa e Campina Grande.
  • Integrar as agências do sertão.
  • Ativar a venda online e encerrar o uso das planilhas.

Evitar a virada no período junino

Começar a operação no sistema perto do São João aumenta o risco. O ideal é implantar meses antes, com tempo para a equipe se adaptar.

Revisão do cadastro

Tarifas antigas, horários que já não existem e paradas com nomes diferentes são comuns em planilhas antigas. Corrigir esses pontos antes da importação evita erros nos bilhetes.

Formação das equipes

Treinamentos práticos, por turno, nas rodoviárias, e treinamentos remotos para as agências do sertão preparam a equipe. Um contato direto para dúvidas nas primeiras semanas completa o processo.

Encomendas na BR-230

Viações paraibanas costumam levar encomendas entre o litoral e o sertão. Com o despacho registrado no sistema e vinculado à viagem, o volume é localizado a qualquer momento.

Gratuidades e descontos

Benefícios legais devem ser lançados no momento da emissão, garantindo controle por viagem e relatórios precisos.

Caixa e indicadores

O caixa por operador fecha com base nas vendas registradas, e relatórios de ocupação, receita e desempenho das agências ficam disponíveis sem esforço manual.

Remarcações em festa

Na temporada junina, muita gente muda de data. O sistema libera a poltrona anterior no ato da troca, registra a diferença de tarifa e guarda o histórico do bilhete.

Litoral norte e sul

As praias do litoral, como as de Conde e de Baía da Traição, recebem visitantes nos fins de semana. Acompanhar as vendas por dia mostra se vale a pena reforçar horários de sexta e domingo nessas linhas.

Estudantes e trabalhadores

Muitos paraibanos viajam semanalmente entre o interior e as cidades universitárias de João Pessoa, Campina Grande e Patos. Registrar essa demanda ajuda a dimensionar os horários de domingo e segunda-feira.

BP-e e a SEFAZ-PB

Cada passagem intermunicipal emitida na Paraíba gera um BP-e. A Secretaria de Estado da Fazenda da Paraíba (SEFAZ-PB) credencia a empresa para o BP-e, que é autorizado via SVRS. A emissão a partir da venda elimina retrabalho.

O método nacional e os guias dos outros estados estão no guia nacional para sair da planilha na gestão da viação.

Checklist paraibano

  • Cadastro conforme o DER-PB.
  • Estoque único entre João Pessoa, Campina Grande e as agências.
  • Carros adicionais reservados para as semanas de forró em Campina.
  • Venda por trecho na BR-230.
  • Implantação meses antes do período junino.
  • Paradas e tarifas antigas corrigidas.

Vexado: deixando a planilha na Paraíba

Com o Vexado, a viação paraibana vende e emite passagens em um sistema. As rodoviárias, as agências do interior e o site compartilham o estoque, e cada venda gera o BP-e.

A temporada junina e as linhas longas do sertão passam a ser acompanhadas com relatórios de ocupação, caixa e comissões.

Perguntas frequentes

Quem gere o transporte intermunicipal na Paraíba?

O DER-PB.

Quais são os principais pontos de venda?

As rodoviárias de João Pessoa e Campina Grande.

Quando a demanda mais cresce?

No São João de Campina Grande.

Qual rodovia organiza as linhas do sertão?

A BR-230, que cruza o estado de leste a oeste.

Quem autoriza o BP-e na Paraíba?

A SEFAZ-PB credencia a empresa para o BP-e, que é autorizado via SVRS.

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