Como sair da planilha na gestão da viação na Paraíba: guia para viações

Na Paraíba, as viações intermunicipais ligam João Pessoa a Campina Grande, Patos, Sousa, Cajazeiras, Guarabira, Monteiro, Pombal e muitas outras cidades do brejo, do cariri e do sertão. A BR-230 atravessa o estado de leste a oeste e organiza boa parte dessas linhas. Empresas que cresceram ao longo dessa rodovia costumam ter muitas agências e horários, e ainda assim fazem a gestão em planilhas.
A seguir, um caminho para uma viação paraibana trocar o controle manual por um sistema.
Quando a planilha começa a custar caro
O custo aparece em várias frentes: tempo gasto conferindo relatórios de agências, diferenças de caixa sem explicação, poltronas vendidas em duplicidade e decisões tomadas com base em impressões, e não em números. Em uma operação extensa como a da BR-230, esses problemas se acumulam rápido.
DER-PB e a base de cadastro
O transporte intermunicipal na Paraíba é gerido pelo DER-PB. As linhas, seções, horários e tarifas autorizados pelo departamento devem ser a base do cadastro, conferidos um a um antes da implantação.
João Pessoa e Campina Grande
As rodoviárias de João Pessoa e de Campina Grande são os principais pontos de venda. Com estoque único, a poltrona vendida em uma delas é bloqueada na outra, nas agências e no site no mesmo instante.
O Maior São João do Mundo
O São João de Campina Grande atrai visitantes de todo o país e mexe com a demanda de várias linhas durante semanas. Planilhas não acompanham esse ritmo. No sistema, a ocupação de cada horário é vista em tempo real, e os extras podem ser decididos com dias de antecedência.
Sertão e a BR-230
Patos, Sousa e Cajazeiras ficam no sertão, servidos por linhas longas que passam por muitas cidades. A venda por trecho aproveita melhor cada poltrona, e o controle por seção garante a tarifa correta.
Brejo e cariri
No brejo, cidades como Bananeiras e Areia recebem turistas em festivais e no inverno, e no cariri a demanda é marcada por feiras e festas locais. Conhecer essas variações pelos dados ajuda a ajustar a grade.
Agências espalhadas pelo estado
Muitas vendas no interior passam por agências. No sistema, elas vendem com a mesma tabela das rodoviárias, e as comissões são calculadas automaticamente, sem consolidação no fim do mês.
Roteiro de implantação
- Cadastrar linhas e seções conforme o DER-PB.
- Incluir a frota com o layout interno de cada ônibus.
- Fazer um piloto em uma linha do brejo.
- Levar as rodoviárias de João Pessoa e Campina Grande.
- Integrar as agências do sertão.
- Ativar a venda online e encerrar o uso das planilhas.
Evitar a virada no período junino
Começar a operação no sistema perto do São João aumenta o risco. O ideal é implantar meses antes, com tempo para a equipe se adaptar.
Revisão do cadastro
Tarifas antigas, horários que já não existem e paradas com nomes diferentes são comuns em planilhas antigas. Corrigir esses pontos antes da importação evita erros nos bilhetes.
Formação das equipes
Treinamentos práticos, por turno, nas rodoviárias, e treinamentos remotos para as agências do sertão preparam a equipe. Um contato direto para dúvidas nas primeiras semanas completa o processo.
Encomendas na BR-230
Viações paraibanas costumam levar encomendas entre o litoral e o sertão. Com o despacho registrado no sistema e vinculado à viagem, o volume é localizado a qualquer momento.
Gratuidades e descontos
Benefícios legais devem ser lançados no momento da emissão, garantindo controle por viagem e relatórios precisos.
Caixa e indicadores
O caixa por operador fecha com base nas vendas registradas, e relatórios de ocupação, receita e desempenho das agências ficam disponíveis sem esforço manual.
Remarcações em festa
Na temporada junina, muita gente muda de data. O sistema libera a poltrona anterior no ato da troca, registra a diferença de tarifa e guarda o histórico do bilhete.
Litoral norte e sul
As praias do litoral, como as de Conde e de Baía da Traição, recebem visitantes nos fins de semana. Acompanhar as vendas por dia mostra se vale a pena reforçar horários de sexta e domingo nessas linhas.
Estudantes e trabalhadores
Muitos paraibanos viajam semanalmente entre o interior e as cidades universitárias de João Pessoa, Campina Grande e Patos. Registrar essa demanda ajuda a dimensionar os horários de domingo e segunda-feira.
BP-e e a SEFAZ-PB
Cada passagem intermunicipal emitida na Paraíba gera um BP-e. A Secretaria de Estado da Fazenda da Paraíba (SEFAZ-PB) credencia a empresa para o BP-e, que é autorizado via SVRS. A emissão a partir da venda elimina retrabalho.
O método nacional e os guias dos outros estados estão no guia nacional para sair da planilha na gestão da viação.
Checklist paraibano
- Cadastro conforme o DER-PB.
- Estoque único entre João Pessoa, Campina Grande e as agências.
- Carros adicionais reservados para as semanas de forró em Campina.
- Venda por trecho na BR-230.
- Implantação meses antes do período junino.
- Paradas e tarifas antigas corrigidas.
Vexado: deixando a planilha na Paraíba
Com o Vexado, a viação paraibana vende e emite passagens em um sistema. As rodoviárias, as agências do interior e o site compartilham o estoque, e cada venda gera o BP-e.
A temporada junina e as linhas longas do sertão passam a ser acompanhadas com relatórios de ocupação, caixa e comissões.
Perguntas frequentes
Quem gere o transporte intermunicipal na Paraíba?
O DER-PB.
Quais são os principais pontos de venda?
As rodoviárias de João Pessoa e Campina Grande.
Quando a demanda mais cresce?
No São João de Campina Grande.
Qual rodovia organiza as linhas do sertão?
A BR-230, que cruza o estado de leste a oeste.
Quem autoriza o BP-e na Paraíba?
A SEFAZ-PB credencia a empresa para o BP-e, que é autorizado via SVRS.

