Como sair da planilha na gestão da viação no Acre: guia para viações

No Acre, a BR-364 e a BR-317 formam a espinha dorsal do transporte intermunicipal. Saindo de Rio Branco, as viações atendem Senador Guiomard, Capixaba, Xapuri, Epitaciolândia, Brasiléia e Assis Brasil pela BR-317, e Bujari, Sena Madureira, Manoel Urbano, Feijó, Tarauacá e Cruzeiro do Sul pela BR-364. Em muitas empresas, a gestão de horários, poltronas e caixa ainda é feita em planilhas, o que pesa principalmente nas linhas longas para o Vale do Juruá.
Este guia mostra como uma viação acreana pode migrar para um sistema.
Sinais de que é hora
Caixa que não fecha, lugares vendidos duas vezes e relatórios que chegam atrasados dos pontos do interior são sinais claros. Em linhas longas e com poucos horários, cada erro custa caro.
AGEAC e o cadastro
O transporte intermunicipal acreano é regulado pela AGEAC, a agência reguladora dos serviços públicos do Acre. Linhas, seções, horários e tarifas autorizados são a base do cadastro, conferidos com a documentação oficial.
Rodoviária de Rio Branco
A rodoviária da capital concentra a maior parte das partidas. Com estoque único, a poltrona vendida no guichê é bloqueada para os pontos do interior e para o site.
Cruzeiro do Sul e o Vale do Juruá
A linha para Cruzeiro do Sul é a mais longa do estado e passa por Sena Madureira, Feijó e Tarauacá. No período chuvoso, as condições da BR-364 podem aumentar o tempo de viagem. A lista de embarque no sistema permite avisar passageiros e reorganizar vendas.
Brasiléia e a fronteira
Brasiléia e Epitaciolândia ficam em frente a Cobija, na Bolívia, e Assis Brasil faz fronteira com o Peru. Registrar corretamente documentos na venda evita problemas no embarque.
Xapuri e o Alto Acre
Xapuri, terra de Chico Mendes, e as cidades do Alto Acre recebem visitantes e têm movimento de moradores para Rio Branco. Acompanhar a ocupação mostra quando reforçar horários.
Pontos parceiros
No interior, a venda é feita por agências ou comércios parceiros. No sistema, eles usam a tabela vigente, e as comissões são calculadas por regra.
Fases da migração
- Cadastrar linhas e seções conforme a AGEAC.
- Registrar a frota e a configuração de poltronas.
- Começar por uma linha curta, como Rio Branco–Senador Guiomard.
- Levar a rodoviária de Rio Branco.
- Integrar os pontos do Alto Acre e do Vale do Juruá.
- Liberar a venda online e parar de usar as planilhas.
Escolha do período
Evite fazer a virada no auge das chuvas, quando atrasos são mais frequentes. Um período de operação estável facilita o aprendizado.
Dados para revisar
Padronize nomes de vilas, seringais e paradas, confira tarifas por seção e elimine horários desativados.
Treinamento e suporte
Treinamentos práticos na rodoviária e sessões remotas para pontos distantes preparam a equipe. Suporte direto nas primeiras semanas evita a volta ao papel.
Encomendas
O despacho de encomendas entre a capital e o interior é comum. No sistema, cada volume fica ligado à viagem.
Gratuidades
Os benefícios previstos em lei são lançados na emissão, com controle por partida.
Caixa e relatórios
O caixa fecha por turno com base nas vendas registradas, e relatórios de ocupação e receita ficam disponíveis.
Período das chuvas no Acre
Entre novembro e abril, as chuvas afetam ramais e trechos da BR-364. Acompanhar atrasos pelo sistema ajuda a informar quem espera nas paradas do interior e a reorganizar conexões.
Remarcação com histórico
Quando o passageiro muda de data, a troca libera a poltrona anterior e mantém o registro do bilhete, permitindo revender o lugar.
Sena Madureira e Tarauacá
Sena Madureira e Tarauacá são pontos de parada importantes na linha do Juruá. Muitos passageiros embarcam ou descem ali, e a venda por trecho ajuda a aproveitar esses lugares.
Contingência de internet
Em pontos com sinal fraco, um procedimento de contingência definido antes da virada permite registrar vendas e sincronizá-las depois, sem cadernos paralelos.
Estudantes, servidores e saúde
Muitos moradores do interior viajam a Rio Branco para estudar, trabalhar no serviço público ou buscar atendimento médico. Os dados por dia da semana revelam picos de segunda e sexta e ajudam a ajustar horários.
Festivais e datas locais
Eventos como a Expoacre, em Rio Branco, e festas tradicionais no interior aumentam a procura. Comparar as vendas com as do ano anterior ajuda a programar extras com segurança.
BP-e e a SEFAZ-AC
Cada passagem intermunicipal emitida no Acre é um BP-e. A Secretaria de Estado da Fazenda do Acre (SEFAZ-AC) credencia a empresa para o BP-e, que é autorizado via SVRS. A emissão integrada à venda evita retrabalho.
O guia com todos os estados e o roteiro completo está no guia nacional para sair da planilha na gestão da viação.
Checklist acreano
- Cadastro conforme a AGEAC.
- Estoque único entre Rio Branco e o interior.
- Avisos a passageiros na linha do Juruá.
- Documentos registrados nas linhas de fronteira.
- Virada fora do auge das chuvas.
- Seringais e vilas com nomes padronizados.
Vexado: sair da planilha no Acre
O Vexado reúne venda e emissão de passagens para viações acreanas. A rodoviária de Rio Branco, os pontos do interior e o site compartilham o estoque, e cada venda gera o BP-e.
As linhas longas do Juruá e as de fronteira passam a ser acompanhadas com relatórios de ocupação, caixa e encomendas.
Perguntas frequentes
Quem regula o transporte intermunicipal no Acre?
A AGEAC.
Qual a linha mais longa do estado?
A de Rio Branco para Cruzeiro do Sul, pela BR-364.
Quais cidades ficam na fronteira?
Brasiléia e Epitaciolândia, com a Bolívia, e Assis Brasil, com o Peru.
Quando evitar a virada?
No auge do período chuvoso.
Quem autoriza o BP-e no Acre?
A SEFAZ-AC credencia a empresa para o BP-e, que é autorizado via SVRS.

