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Linha aprovada pela ANTT em Rondônia: guia para viações

Vexado Blog09 de julho de 20266 min de leitura
Sua linha foi aprovada na ANTT e você ainda não colocou para rodar? Esse atraso é um dos maiores erros no transporte rodoviário. Sem um sistema emissão de passagens preparado, sua empresa perde vendas, comete falhas na emissão de BP-e e começa a operação de forma desorganizada — impactando diretamente no faturamento desde o início.

Porto Velho, Ji-Paraná, Vilhena e as ligações com Acre, Mato Grosso, Amazonas e Bolívia: como ter uma linha aprovada pela ANTT em Rondônia.

  • AGERO no intermunicipal; ANTT no interestadual e internacional.
  • BR-364 como eixo de Vilhena a Porto Velho e até Rio Branco.
  • Fronteira com a Bolívia e a BR-319 em direção a Manaus.

Resumo rápido

Rondônia é cortada pela BR-364, que liga o estado a Cuiabá, ao sul, e a Rio Branco, a oeste. Também faz fronteira com a Bolívia e tem a BR-319 rumo a Manaus. Linhas que saem do estado são federais e seguem a Resolução ANTT 6.033/2023, em vigor desde fevereiro de 2024.

AGERO e ANTT

A AGERO, agência reguladora de Rondônia, cuida das linhas intermunicipais, como Porto Velho–Ji-Paraná ou Porto Velho–Ariquemes. As linhas para outros estados e para a Bolívia dependem da ANTT.

Habilitação rondoniense

A habilitação vem antes de qualquer TAR. São exigidas regularidade jurídica e econômica, um responsável legal e outro pela manutenção, adesão ao consumidor.gov.br e capital social ligado à frota. A empresa também autoriza o compartilhamento dos dados do BP-e com o fisco.

Porto Velho–Cuiabá

A linha para Cuiabá percorre a BR-364 por Ariquemes, Ji-Paraná, Cacoal e Vilhena, num percurso de cerca de 1.450 quilômetros. É um TAR com várias seções intermediárias. O TAR é concedido sem exclusividade e com liberdade de preços.

Porto Velho–Rio Branco

A ligação com o Acre usa a ponte sobre o rio Madeira em Abunã, aberta em 2021. A linha é interestadual e precisa de TAR próprio, separado da linha para Cuiabá.

BR-319 e Manaus

A BR-319, entre Porto Velho e Manaus, tem um trecho central sem pavimento que fica muito difícil na época das chuvas. Antes de pedir uma linha regular para o Amazonas, a empresa deve avaliar se consegue cumprir as viagens o ano todo, já que o cumprimento entra no IQT.

Fronteira com a Bolívia

Guajará-Mirim fica diante de Guayaramerín, na Bolívia, separadas pelo rio Mamoré. A travessia é fluvial, fora do escopo rodoviário. Para linhas internacionais com a Bolívia, país que integra o ATIT, a empresa deve confirmar o enquadramento com a ANTT.

Rodoviária de Porto Velho

O TAR vincula o terminal inicial cadastrado. A rodoviária de Porto Velho concentra as partidas interestaduais. Uma origem adicional na capital pode exigir outro TAR.

Mercados e janelas

Cidades como Cacoal, Rolim de Moura e Vilhena têm ligação com Mato Grosso, mas nem todo par tem oferta. A ANTT classifica mercados como principais, subsidiários ou não atendidos e os abre por janelas, com edital e sorteio.

Monitriip na BR-364

O Monitriip recebe dados de viagem, veículo, motorista e bilhetes. Em trechos de pouco sinal, os equipamentos guardam os dados para envio posterior, evitando falhas na transmissão.

Trechos rondonienses dentro de linhas federais

Numa linha Porto Velho–Cuiabá, quem embarca em Ariquemes e desce em Vilhena faz viagem intermunicipal. Essa venda depende de operação conjunta autorizada pela ANTT; sem ela, o trecho pertence à AGERO.

BP-e e ICMS

A SEFIN-RO credencia a empresa para o BP-e, autorizado via SVRS. Viagens com início em Rondônia recolhem ICMS ao estado. A ANTT pede inscrição estadual em cada estado da linha.

IQT e chuvas

O índice combina cumprimento de viagens, transmissão de bilhetes, pontualidade e generalidade. Na estação chuvosa, atrasos crescem; registrar ocorrências ajuda a contestar resultados parciais em até 15 dias úteis.

Penalidades

A Resolução 6.074/2025 separa as infrações em grupos de gravidade. Operar sem TAR ou vender viagem não habilitada gera autuação e pode atrapalhar pedidos futuros.

Vilhena, a porta de Mato Grosso

Vilhena fica perto da divisa com Mato Grosso e recebe linhas que seguem para Cuiabá e para o Sul. Uma empresa de Vilhena que queira ligar a cidade a Comodoro ou Pontes e Lacerda precisa de TAR, mesmo sendo uma distância curta, porque a viagem cruza a divisa.

Capital social e frota

A ANTT liga o capital social exigido ao número de ônibus. Ao reforçar a frota para a BR-364, a empresa deve conferir se o capital continua compatível.

Gratuidades

Pessoas idosas de baixa renda, jovens com ID Jovem e pessoas com deficiência têm benefícios federais nas linhas interestaduais. Cada vaga concedida precisa de bilhete registrado.

Checklist rondoniense

  • Habilitação em dia.
  • TAR separado para Cuiabá e Rio Branco.
  • Avaliação realista antes de pedir linha pela BR-319.
  • Monitriip com envio posterior.
  • Trechos internos só com operação conjunta.

Acompanhe as etapas no guia nacional sobre linha aprovada pela ANTT.

Como o Vexado ajuda com linhas da ANTT em Rondônia

Em Rondônia, o Vexado organiza linhas e horários, vende por trecho na rodoviária de Porto Velho, nas agências ao longo da BR-364 e na internet, emite o BP-e e separa as linhas federais das linhas da AGERO.

Perguntas frequentes

Quem regula Porto Velho–Ji-Paraná?

A AGERO, por ser intermunicipal.

Quem autoriza Porto Velho–Cuiabá?

A ANTT, por meio de um TAR.

Posso pedir linha regular para Manaus pela BR-319?

Pode, mas é preciso avaliar a trafegabilidade, porque o cumprimento de viagens entra no IQT.

A travessia para Guayaramerín é rodoviária?

Não. É fluvial, pelo rio Mamoré.

Quem autoriza o BP-e em Rondônia?

A SEFIN-RO credencia, e o bilhete é autorizado via SVRS.

Conclusão

Em Rondônia, a BR-364 concentra as oportunidades e a BR-319 pede cautela. Com habilitação e TAR por linha, a viação rondoniense opera com segurança nas rotas federais.

Aviso: Conteúdo educativo. Regras fiscais e regulatórias devem ser confirmadas com o contador e com o órgão competente.

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