Linha aprovada pela ANTT em Mato Grosso do Sul: guia para viações

Campo Grande, Dourados, Corumbá, Ponta Porã e as fronteiras com Paraguai e Bolívia: como ter uma linha aprovada pela ANTT em Mato Grosso do Sul.
- AGEMS no intermunicipal; ANTT no interestadual e internacional.
- Linhas para São Paulo, Paraná, Mato Grosso, Goiás e Minas.
- ATIT nas ligações com Paraguai e Bolívia.
Resumo rápido
Mato Grosso do Sul faz divisa com cinco estados e fronteira com dois países. Campo Grande tem linhas para São Paulo, Curitiba, Cuiabá e Goiânia, e cidades como Ponta Porã e Corumbá são portas para o Paraguai e a Bolívia. Linhas interestaduais e internacionais seguem a Resolução ANTT 6.033/2023.
AGEMS e ANTT
A AGEMS, agência reguladora estadual, cuida do transporte intermunicipal, como Campo Grande–Dourados ou Campo Grande–Corumbá. As linhas para outros estados e países ficam com a ANTT.
Habilitação sul-mato-grossense
A habilitação federal pede regularidade jurídica e econômica, um responsável legal e outro pela manutenção, adesão ao consumidor.gov.br e capital social compatível com a frota. A empresa também autoriza o compartilhamento de dados do BP-e com o fisco.
Campo Grande–São Paulo
A linha para São Paulo passa pela divisa no rio Paraná e por cidades paulistas como Presidente Prudente ou Bauru, dependendo do itinerário. É um TAR com várias seções, concedido sem exclusividade e com liberdade de preços.
Campo Grande–Cuiabá
Pela BR-163, a ligação com Cuiabá tem cerca de 700 quilômetros. É outro TAR, com seções como Coxim e Rondonópolis, já em Mato Grosso.
Paraguai
Ponta Porã é cidade gêmea de Pedro Juan Caballero, e Mundo Novo fica perto de Salto del Guairá. O Paraguai integra o ATIT, e linhas internacionais regulares precisam de autorização da ANTT e documentação de frota, motoristas e passageiros.
Bolívia
Corumbá fica diante de Puerto Quijarro, na Bolívia, país também participante do ATIT. A ligação ferroviária boliviana parte da região, o que gera fluxo de passageiros para Campo Grande e São Paulo.
Mercados e janelas
Pares entre cidades do interior sul-mato-grossense e do oeste paulista ou paranaense podem estar em mercados subsidiários ou não atendidos. A ANTT abre os mercados por janelas, com edital e sorteio quando necessário.
Rodoviária de Campo Grande
O TAR vincula o terminal inicial cadastrado. A rodoviária de Campo Grande concentra as partidas interestaduais. Uma nova origem na capital pode exigir outro TAR.
Monitriip
O Monitriip recebe dados de viagem, veículo, motorista e bilhetes. No Pantanal e em trechos isolados da BR-262, o equipamento deve guardar os registros e enviá-los depois.
Trechos internos dentro de linhas federais
Numa linha Campo Grande–Cuiabá, quem desce em Coxim faz viagem intermunicipal. A venda só é possível com operação conjunta autorizada pela ANTT; sem ela, o trecho é da AGEMS.
BP-e com autorizador próprio
Mato Grosso do Sul tem autorizador próprio de BP-e, mantido pela SEFAZ-MS. Viagens com início no estado recolhem ICMS sul-mato-grossense. A ANTT pede inscrição estadual em cada estado da linha.
IQT
O IQT combina cumprimento de viagens, transmissão, pontualidade e generalidade. Classificação C ou D impede novos TAR, e resultados parciais podem ser contestados em até 15 dias úteis.
Penalidades
A Resolução 6.074/2025 divide as infrações em grupos de gravidade. Suspensão vigente e inidoneidade ou cassação nos últimos cinco anos bloqueiam novos pedidos.
Dourados e o sul do estado
Dourados é o segundo polo do estado e tem fluxo para o Paraná e São Paulo. Uma linha que parte de Dourados é um TAR diferente de uma que parte de Campo Grande, mesmo que use parte do mesmo itinerário.
Responsável pela manutenção
Rotas longas e estradas com tráfego pesado de carretas desgastam a frota. O responsável pela manutenção indicado na habilitação deve manter revisões em dia para não perder viagens.
Pantanal e turismo
Bonito e o Pantanal recebem turistas de vários estados. Linhas federais que atendem a região precisam ter extras cadastradas no SIGMA nas férias.
Gratuidades
Para quem sai de Campo Grande rumo a outro estado, valem as regras federais de gratuidade e desconto para idosos de baixa renda, ID Jovem e pessoas com deficiência. Nas internacionais, as regras devem ser conferidas. Cada vaga precisa de bilhete registrado.
Checklist sul-mato-grossense
- Habilitação de cada empresa.
- TAR por linha, interestadual ou internacional.
- Documentação do ATIT para Paraguai e Bolívia.
- BP-e no autorizador do MS.
- Trechos internos só com operação conjunta.
Como o Vexado ajuda com linhas da ANTT em Mato Grosso do Sul
Em Mato Grosso do Sul, o Vexado organiza linhas e horários, vende por trecho na rodoviária de Campo Grande, nas agências do interior e na internet, emite o BP-e e separa as linhas federais das linhas da AGEMS.
Perguntas frequentes
Quem regula Campo Grande–Dourados?
A AGEMS, por ser intermunicipal.
Quem autoriza Campo Grande–Cuiabá?
A ANTT, com um TAR para a linha.
Linhas para o Paraguai seguem quais regras?
As da ANTT e do ATIT.
O BP-e do MS usa a SVRS?
Não. O estado tem autorizador próprio.
Posso vender Campo Grande–Coxim numa linha para Cuiabá?
Só com operação conjunta autorizada pela ANTT.
Conclusão
Em Mato Grosso do Sul, cinco divisas e duas fronteiras ampliam as oportunidades. Habilitação, TAR por linha e documentação internacional em ordem sustentam a operação.
Aviso: Conteúdo educativo. Regras fiscais e regulatórias devem ser confirmadas com o contador e com o órgão competente.

